Considerada a primeira ponte semiestaiada da Bahia que beneficiará milhares de moradores e visitantes, a ponte ligará a Orla Sul à Orla Norte, da praia do Cristo ao Morro de Pernambuco. O comprimento será de 533 metros e sua largura de 25,30 metros, com quatro faixas de rolamento para veículos, uma ciclovia e uma faixa para pedestre. De acordo com o projeto, fará parte do conjunto da obra, um sistema viário de acesso ao Porto de Malhado, Distrito Industrial de Ilhéus e ao futuro Porto Sul, além das facilidades de locomoção entre as praias do Sul e do Norte, sinônimos de investimentos na área do turismo e da indústria o que dinamiza a economia local.
Elias Reis, presidente do Sindicato dos Radialistas de Ilhéus, defende a bandeira de que esta ponte semiestaiada, oficialmente, por decreto e em reconhecimento a um dos mais nobres cidadão do município de Ilhéus, leve  a denominação de PONTE RADIALISTA ALTAMIRO VIANA.
Elias Reis com sua diretoria estará preparando e levando proposição aos parlamentares ilheenses, para que juntos se possa protocolar na governadoria do Estado, lançando assim,  uma das mais justa  homenagem a um filho das Terras do Sem Fim.

Altamiro Viana da Silva, conhecido como Zé tiro-seco, um homem de reputação ilibada e merecedor deste reconhecimento. Uma verdadeira homenagem ao povo de Ilhéus.

AOS 80 ANOS, MORRE O RADIALISTA ZÉ TIRO SECO
Brasileiro, baiano, ilheense apaixonado e sempre querido pelo povo, nascido no dia 10 de fevereiro de 1937, Aquariano, vascaíno, apaixonado por filme de ação e guerra, católico, devoto de São Cosme e São Damião.
Altamiro criador de Zé tiro-seco, o tipo caipira, roceiro, matuto ou mesmo tabaréu mais famoso do sul da Bahia. Antes do Rádio já foi comerciante na cidade de Ilhéus. Também trabalhou na loja Rosemblit, dos empresários Simon Rosemblit e do seu sócio Moisés Bohana de Oliveira, isso na década de 50.
Ainda jovem Altamiro Viana despertou para a locução. Começou a ter contato com o microfone justamente numa estação de alto-falante do antigo bairro Ponta da Pedra. Lá, iniciou os seus primeiros passos ao lado de Valdenir Andrade e mestre Zizinho do barco.
A partir daí foi um pulo direto para a Rádio Cultura de Ilhéus, pioneira no sul da Bahia. A emissora contratou o garoto Zé para ser operador. Como já tinha experiência no microfone, o menino franzino, meses depois, ganharia um programa que intitulou de Rádio Despertador. Começa a desenhar a trajetória do sucesso.
Com a chegada do seu maior amigo na radiofusão, Tony Neto, que sugeriu a Zé, e este, imediatamente aceitou, trocando o nome do programa para Na Fumaça do Gongo. A partir dai consolidou mais ainda o sucesso e audiência absoluta no horário. Fato inédito no rádio brasileiro: Mais de 40 anos em 1º lugar.
Zé tiro seco conviveu na época com grandes nomes da radiodifusão: Pititinga, Titio Brandão, Alfa Santos, Adocival Araújo, Evaldo Tabajara, Cleofás Santos, Edson Pereira, Edinho Nascimento, Jorge Oliveira, o próprio Valdenir Andrade e o seu compadre Jorge Raposo. Em sua última entrevista ao Jornal do Radialista (www.jornaldoradialista.com.br), quando foi homenageado pelo seu editor, Elias Reis, Zé tiro-seco fez questão de lembrar alguns dos seus amigos, reconhecendo a importância de comunicadores como Gil Gomes, Jota Carlos, Elival Vieira Saldanha, Raimundo Jackson, Lindinalva Santos, Vila Nova, Luke Rei, Toni Mattioli, Jeremias Santos, Fábio Roberto, Marcelo Alves, Demmys Dórea, Bira Madureira, Marinho Santos, Ciro Zatele, Malthez de Athayde, Robertinho Scarpita, Edmundo Santos, Quinto de Souza, Jota hage, Zé Maria de Almeida, Ricardo Magalhães, Jarles Soares, Deo Santana, Ivonete Vasconcelos, Gerdan Rosário, Walter Machado, Salomão Batista e, não se esquecendo de operadores de áudio como Roque Vieira, Thiago Raposo, Vagner Lima, Júlio César, Celso Nascimento, Walter Capacete e tantos outros com quem trabalhou na radiodifusão.
Sempre cogitado por outras emissoras, Zé tiro-seco nunca aceitou convites de outras rádios de fora. Nem mesmo a promessa de um bom salário e a interferência de um ex-prefeito conseguiu levá-lo para a Rádio Excelsior da Bahia. Muitas emissoras continuavam sondando Zé tiro-seco, que preferiu continuar trabalhando em Ilhéus e morando na Av. Itabuna, Alto da Conquista, Princesa Isabel onde morou, e recenetmente, no Alto do Pacheco, onde residia com sua filha.
Para se ter uma ideia da audiência de Zé tiro-seco, o mesmo fez uma façanha no dia 1º de abril de 1986, a título de brincadeira no dia da mentira, Zé avisava no programa da existência de uma baleia encalhada na praia Soares Lopes. Minutos depois, a praia estava cheia de pessoas querendo ver o tal cetáceo marinho. O fato foi noticiado até mesmo na capital do estado. Zé, a partir daí percebera a dimensão de sua audiência, de sua credibilidade. No final, tudo foi arrumado, e os ouvintes absorveram a brincadeira…
Esse é Zé tiro-seco, sertanejo arretado, rei do rádio regional do sul e extremo sul da Bahia. Caipira de destaque na radiodifusão, sempre levando a notícia do cotidiano, a alegria e o seu jeito modesto de fazer rádio. Exatamente a 40 anos foi primeiro lugar nos lares e em todos os cantos da sede e distritos do município de Ilhéus.
Para o radialista e amigo pessoal de Zé tiro-seco, Marinho Santos, foi o próprio Altamiro Viana que deu vida à figura de Zé tiro-seco. “Zé Tiro Seco não é um apelido, é um nome radiofônico”. Segundo Marinho Santos, na época, um dos craques do Colo Colo era José Cassimiro, de quem ele pegou o “Zé”. Como o locutor servia o Tiro de Guerra, acrescentou o “Tiro”. E, “seco”, foi porque era muito magro.
NO DIA 28 DE MARÇO DE 2017, ILHÉUS RECEBIA A TRISTE NOTÍCIA DO FALECIMENTO DE ALTAMIRO VIANA. O eterno Zé tiro-seco. Fato ocorrido às 10h em sua residência, aos 80 anos.

Fonte: www.jornaldoradialista.com.br