segunda-feira, maio 09, 2016

‘QUEM FERE COM CUNHA, COM MARANHÃO SERÁ FERIDO’




 Após o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) anular a votação que decidiu pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) manifestou, novamente, a sua posição favorável à manutenção da petista no Palácio do Planalto bem como a sua indignação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Quem com Cunha fere com Maranhão será ferido", disse Requião no Twitter. "A vaca foi pro brejo e levou a corda. Waldir Maranhão anula o impeachment", comentou o peemedebista.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi afastado por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Teori Zavascki na última quinta-feia (5). Ele perdeu não só a presidência da Câmara dos Deputados, como o mandato de deputado federal. Teori atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que chegou a classificar o peemedebista de "delinquente".

Condutor do impeachment na Câmara, Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo recebimento de propina desvendado pela Operação Lava Jato. O peemedebista já era acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras, conforme foi apontado em delação premiada pelo consultor Júlio Camargo. O procurador da República, Rodrigo Janot, confirmou as acusações.

Segundo as investigações, o negócio foi feito sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. 

Cunha foi alvo da nova denúncia. Um dos delatores da 'Lava Jato', o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, afirmou que as empresas ligadas à construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, teriam que pagar R$ 52 milhões em propinas [cerca de ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac)] a Cunha (veja aqui).

Pelo Twitter, Requião disse que o "Brasil precisa de nova política econômica, não do impeachment fraudado". "Aliança Nacional pelo País, pelo emprego e soberania", afirmou. Depois de ficar sabendo da decisão do presidente interino da Câmara, o parlamentar disse que Maranhão anulou o impeachment "pelo conjunto da obra da patifaria". "Queremos nova política econômica", complementou. Informações do 247.

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