terça-feira, junho 14, 2016

STF abre inquérito para investigar propina de Belo Monte a Renan e Jucá

STF abre inquérito para investigar propina de Belo Monte a Renan e Jucá
O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou abertura de inquérito para investigar se integrantes da cúpula do PMDB no Senado por supostamente receberem propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O ministro Edson Fachin atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República para investigar o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e os senadores Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA) – todos do PMDB. A linha de investigação tem como base a delação premiada de Delcídio do Amaral, ex-senador do PT. Delcídio afirmou aos investigadores que ex-ministros operaram um esquema de desvio de dinheiro das obras da usina de Belo Monte. Os recursos teriam abastecido campanhas do PT e do PMDB. Delcídio afirmou, ainda que os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raupp influenciaram amplamente no governo, não somente na usina de Belo Monte, como no Ministério de Minas e Energia, Eletrosul, Eletronorte, diretorias de abastecimento e internacional da Petrobras, além da usina de Jirau. O ex-senador afirmou que na época houve o pagamento de ao menos R$ 30 milhões de propina pela construção de Belo Monte ao PT e ao PMDB, sendo que o ex-ministro Antônio Palocci coordenava esses pagamentos no âmbito do PT, os destinando à campanha da presidente afastada Dilma Rousseff e ao próprio partido, para redistribuir em benefício de diversas outras campanhas eleitorais. Ele afirmou ainda que, pelo PMDB, Silas Rondeau destinou propina para o grupo do ex-senador José Sarney (AP), do qual fazem parte Lobão, Renan, Romero Jucá, Raupp e Jader. A assessoria de Renan Calheiros tem afirmado que o senador sempre esteve à disposição para quaisquer esclarecimentos e que todas as imputações contra ele são por ouvir dizer, ou ainda, interpretações subjetivas. A defesa de Romero Jucá e Edison Lobão sustentam que as delações não apontam um único fato que incrimine seus clientes. 

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