terça-feira, maio 03, 2016

PGR QUER INVESTIGAÇÃO RÁPIDA CONTRA AÉCIO


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, na abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ele preste depoimento em até 90 dias sobre as suspeitas de recebimento de propina de Furnas; a solicitação já foi feita ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo; o pedido de abertura de inquérito teve como base a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, mas também contou com novas informações prestadas pelo doleiro Alberto Youssef, que relatou que o tucano recebia valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense, contratada por Furnas; segundo o procurador, as informações "constituem um conjunto harmônico e apontam para a verossimilhança dos fatos descritos"; também deve ser ouvido o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, apontado por Delcídio como responsável por repasses de propina; em nota, Aécio disse ter "convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas"

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, na abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ele preste depoimento em até 90 dias sobre as suspeitas de recebimento de propina de Furnas.

A solicitação foi feita ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, relator dos casos relacionados à Operação Lava Jato. Ainda não houve resposta do ministro sobre o pedido de investigação.

O pedido de abertura de inquérito teve como base a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, mas também contou com novas informações prestadas pelo doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Lava Jato.

Youssef relatou que Aécio recebia valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense, contratada por Furnas.

Na petição, Janot informa que uma operação da Polícia Federal no Rio encontrou documentos de doleiros que confirmam a existência de uma conta no exterior ligada a uma fundação em nome da mãe de Aécio, Inês Maria Neves Faria. O fato havia sido citado na delação de Delcídio. "Referidas informações constituem um conjunto harmônico e apontam para a verossimilhança dos fatos descritos", afirmou o procurador.

Janot também solicitou um inquérito contra Aécio e o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), sob suspeitas de envolvimento na maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro, na época em que Aécio era governador de Minas.
Também deve ser ouvido o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, apontado por Delcídio como responsável por repasses de propina.

Em nota, Aécio disse ter "convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas". O tucano afirmou considerar "natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta".

Abaixo a nota do tucano na íntegra:

O senador Aécio Neves considera absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois elas irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta.

Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas.

Por isso, na época, o senador defendeu publicamente que fossem abertas investigações sobre as citações feitas ao seu nome.
Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele.

Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador.

O senador Aécio Neves reitera o seu apoio à operação Lava Jato, página decisiva da história do país, e tem convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas.
Informações do 247.

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