sexta-feira, outubro 09, 2015

Picciani faz frente contra golpe ancorado no TCU

  
Do 247.

Líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), informou que destacou integrantes da equipe técnica da bancada para "esmiuçar" o parecer do TCU, referente à rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff, que deverá ser discutido pelos integrantes da Comissão Mista do Orçamento (CMO); segundo ele, dependendo da posição da relatora Rose de Freitas (PMDB-ES), não está descartada a apresentação de um voto em separado: "O voto será numa linha construtiva. O nosso entendimento é que a decisão do TCU vale daqui para frente. Cria-se uma nova prática de gestão do orçamento. Mas transformar isso em algo que justifique um impeachment é um exagero", afirmou; "Além disso, ainda há toda uma discussão se o impedimento cabe em casos pretéritos como o que foi julgado pelo TCU"

Diante do movimento da oposição, que quer forçar o caminho para o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara na próxima terça-feira, o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), armou uma barreira contra o golpe ancorado na decisão do TCU. Ministros do órgão votaram pela rejeição das contas de 2014.

O parecer do TCU deverá ser discutido pelos integrantes da Comissão Mista do Orçamento (CMO). Segundo ele, dependendo do andamento das discussões no colegiado, não está descartada a apresentação de um voto em separado, para contrapor a posição do relator designado, no caso, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). Ele informou que destacou integrantes da equipe técnica da bancada para "esmiuçar" o documento.

"O voto será numa linha construtiva. O nosso entendimento é que a decisão do TCU vale daqui para frente. Cria-se uma nova prática de gestão do orçamento. Mas transformar isso em algo que justifique um impeachment é um exagero", afirmou Picciani, em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’. "Além disso, ainda há toda uma discussão se o impedimento cabe em casos pretéritos como o que foi julgado pelo TCU", emendou.

A defesa do governo assumida por Picciani ampliou o racha com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que rompeu relações com o Planalto após denúncias da Lava Jato.

Leia aqui reportagem de Erich Decat sobre o assunto.

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