terça-feira, outubro 07, 2014

IBOVESPA "IGNORA" FMI E VOLTA A SUBIR 2% COM ELEIÇÕES



Petrobras sobe 6%, puxando alta do principal índice da Bolsa; expectativa agora fica pelo apoio de Marina Silva a Aécio Neves; três pesquisas serão divulgadas ainda esta semana


Por Lara Rizério no 247.

SÃO PAULO - Após a euforia de ontem com o resultado do primeiro turno, o Ibovespa segue em alta. Às 11h47 (horário de Brasília), o índice registra ganhos de 1,80%, a 58.141 pontos, com as sinalizações cada vez maiores de apoio de Marina Silva (PSB) a Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno das eleições. As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) sobem mais de 6%. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a subir 1,90%, a 58.201 pontos.

Com isso, a Bolsa "ignora" o FMI (Fundo Monetário Internacional), que cortou as projeções para o PIB do Brasil de alta de 1,3% em 2014 para 0,3%: foi o maior corte entre os emergentes.

Depois da votação expressiva que Aécio obteve no primeiro turno, - o que animou os investidores por se tratar de um candidato que defende a volta do tripé econômico com políticas mais austeras e que deve intervir menos em estatais em comparação à Dilma Rousseff -, a expectativa fica agora para o possível apoio de Marina Silva ao tucano. O mercado fica ainda na expectativa pela divulgação de novos levantamentos eleitorais:Ibope, Datafolha e Sensus sairão esta semana.

Petrobras e bancos sobem

Entre os destaques corporativos, a Petrobras volta ao holofote. Pela primeira vez, desde ter relevado o esquema de corrupção na estatal, o ex-diretor de Abastecimento da petrolífera Paulo Roberto Costa fala à Justiça Federal nesta semana. Mais um contrato, desta vez entre a Petrobras e uma empresa do genro de Paulo Roberto, foi revelado, informou O Globo.

Segundo relatório da Receita Federal, a empresa teria fechado um contrato com o genro de Paulo Roberto no valor de R$ 2,5 milhões. Os repasses estão entre os maiores valores recebidos desde 2005 pela companhia do genro dele, que tem capital social de R$ 10 mil. Porém, a alta expressiva ocorre principalmente devido às expectativas eleitorais, assim como a alta de bancos e estatais. Banco do Brasil (BBAS3) sobe cerca de 2,7%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) sobe 2%.

Os principais índices acionários mundiais iniciaram a terça-feira em direções opostas. As bolsas europeias iniciam a sessão em queda, reagindo aos fracos dados econômicos da Alemanha e com investidores cautelosos em relação a política monetária do Fed (Federal Reserve). Já na Ásia, as bolsas fecharam o dia entre ganhos e perdas. O dia promete ser de leves baixas em Wall Street.

Os índices asiáticos encerraram sem uma direção única, após o banco central do Japão apresentar uma projeção mais negativa sobre a produção industrial. Além disso, o mercado do continente foi afetado pelo movimento negativo de Wall Street.

Na Europa, dados da produção industrial da Alemanha atingiu seu menor patamar em cinco anos e meio. A leitura de agosto mostrou uma queda de 4% em relação ao mês anterior. Além do indicador, as bolsas do continente são afetadas pelo Fed. Investidores aguardam a divulgação da ata sobre a última reunião do banco central norte-americano para analisar quais serão os próximos passos da instituição.

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