sábado, setembro 20, 2014

Campanha de Marina em alerta com o aumento da rejeição

Houve discreta comemoração nas campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) com a divulgação de pesquisa Datafolha nesta sexta-feira (19). Já no comitê de Marina Silva, os números foram recebidos com alerta.

O dado que mais chamou a atenção das três campanhas foi o aumento da rejeição de Marina. Em um mês foi de 11% para 22% a porcentagem de eleitores que agora afirmam que não votam na candidata do PSB de jeito nenhum.

Também há consenso nas três campanhas de que a artilharia lançada contra Marina nos últimos 20 dias pelos adversários influenciou no resultado dessa pesquisa, que aponta uma tendência de crescimento de Dilma e de Aécio, e de queda de Marina.

Na campanha de Dilma, foi recebido com alívio o crescimento da dianteira da petista em relação a Marina ainda no primeiro turno. Dilma agora aparece com sete pontos de vantagem.

Havia uma preocupação na campanha petista de que a campanha de desconstrução de Marina pudesse ter um efeito colateral na candidatura petista, com queda nas intenções de voto. Mas essa pesquisa Datafolha mostrou que até o momento Dilma não sofreu desgaste com a campanha de ataques contra Marina.

Já no PSDB, o resultado foi bem recebido pelos aliados mais próximos do tucano Aécio Neves. Para o núcleo da campanha, a inversão da trajetória de queda e início de uma recuperação de Aécio reforçam a estratégia de marketing da campanha de continuar ataques em relação a Marina para recuperar votos perdidos depois da morte trágica de Eduardo Campos. Um grupo do PSDB defendia que Aécio interrompesse os ataques a Marina. 

Já no comitê de Marina, a avaliação é que mesmo depois de intensa artilharia iniciada no final de agosto, a candidata do PSB ainda mostra forte resistência ao se manter com 30% de intenções de votos. Mas a preocupação agora é com o aumento da rejeição.

Até então, aliados de Marina avaliavam que o grande capital da candidata era uma rejeição baixa com relação a Dilma. Isso porque, em um eventual segundo turno, um candidato com baixa rejeição passa a ter uma vantagem adicional contra seu adversário. Do blog de Gerson Camarotti

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